Você já se pegou pensando se aquela sensação deliciosa foi realmente um orgasmo ou se ainda tem algo a mais por vir? Se a resposta for sim, calma, você não está sozinha.
A verdade é que a gente veio de uma herança cultural bem engessada. Há muitos anos, lá na era medieval, vulgo mil novecentos e bolinha, as mulheres simplesmente não falavam sobre sexo. Muitas casavam super novinhas e aprendiam tudo na prática, sem conversa. O que acontecia dentro de casa ficava dentro de casa. Não se falava com mãe, com tia e nem com a melhor amiga. Era um verdadeiro tabu. Crescemos e fomos moldadas por essa geração em que até se tocar parecia um pecado grave.
Não é à toa que muitas mulheres relatam que, mesmo depois de uma siririquinha rápida, bate aquela culpa enorme. Essa sensação pode vir de vários fatores, como falta de educação sexual adequada, tabus religiosos, traumas ou até transtorno obsessivo-compulsivo. O resultado disso tudo? Muitas de nós chegamos à vida adulta sem saber como chegar lá, como ter um orgasmo ou até mesmo sem ter certeza de que já teve um.
Mas, chega mais que eu vou te explicar absolutamente tudo sobre o assunto!
Os sinais claros de que o clímax chegou
O orgasmo não é uma fórmula matemática exata, mas o seu corpo dá sinais bem claros quando ele acontece. Fique atenta a esses sintomas:
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Pico de tensão e relaxamento: você sente os músculos do corpo se contrairem, inclusive até os dedinhos dos pés encolhem! E logo em seguida vem aquela onda gostosa de relaxamento profundo.
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Aumento nos batimentos cardíacos e respiração ofegante: o coração dispara e a respiração fica acelerada, como se você tivesse acabado de dar um tiro de corrida.
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Contrações involuntárias: a região pélvica e a vagina começam a pulsar e se contrair ritmicamente.
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Desligamento momentâneo do mundo: é aquele famoso estado de transe onde o seu foco racional simplesmente desliga e o foco total vira pura sensação de prazer.
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Mudança de humor repentina: uma onda imediata de alívio, felicidade ou aquele soninho gostoso toma conta.
E vale desmistificar um grande mito: orgasmo vaginal e orgasmo clitoriano não têm diferença de importância ou valor! Algumas pessoas acham que o orgasmo por penetração é mais intenso ou superior, mas a verdade é que são apenas caminhos e entradas diferentes para chegar exatamente à mesma finalidade.
O primeiro passo: conheça seu próprio corpo
Antes de exigir qualquer coisa da sua parceria, você precisa conhecer o seu próprio mapa. Não adianta querer cobrar do outro se nem você sabe o caminho das pedras!
Se toque, sinta o seu corpo, descubra onde ficam seus pontos sensíveis e seus gatilhos. Comece sozinha! inclusive, temos um post lindo aqui no blog explicando direitinho (como se tocar pela primeira vez usando um vibrador - clique aqui para ler).
O segredo de ouro é se conhecer sem a pressão de ter que gozar a todo custo. Tire a culpa do ombro. Às vezes, a ansiedade e a cobrança fazem você travar e impedem o prazer de fluir.
Desbravando a anatomia do prazer
A anatomia feminina pode parecer um enigma no começo, mas navegar por ela é bem mais fácil do que parece.
1. Dominando o clitóris e o capuz clitoriano
Mova seus dedos ao redor da abertura da vagina para localizar o clitóris. Logo acima dele, você vai encontrar o capuz clitoriano, que é a pelezinha que cobre essa região. Siga pelos lábios vaginais até o ponto de encontro deles, bem na parte superior. Não se engane: apesar de o clitóris parecer apenas um pequeno ponto visível, ele é um emaranhado gigante de nervos e é o grande protagonista do orgasmo!
O capuz fica bem em cima e dá para tirar muito prazer brincando com ele. Faça uma leve pressão com os dedos ao redor da superfície do capuz, alternando a intensidade para descobrir o que te dá mais arrepio. Não existe forma certa ou errada, o importante é ouvir o seu corpo.
Você também pode experimentar levantar a pele sensível do capuz com delicadeza e movê-la entre os dedos. Se essa fricção não fizer muito o seu estilo, sem problemas, cada corpo é único! Se estiver acompanhada, vale incentivar a parceria a esquentar o clima lambendo ou massageando a região.
2. Mente presente e lubrificação no ponto
Tenha pensamentos prazerosos e gostosos. Mantenha a cabeça focada no momento e na sensação, em vez de ficar pensando na anatomia da coisa ou na louça do pia. Nada de ficar lembrando do que a vizinha fez há 5 anos! Se focar só no lado técnico, você perde a mágica.
À medida que o clitóris vai sendo estimulado, ele fica mais sensível e um pouco inchadinho. Nessa hora, o uso de um bom lubrificante nos dedos ou brinquedos, é fundamental. Conforme o clímax se aproxima, evite a estimulação direta e muito forte na glande do clitóris, pois ele estará hiper sensível e a fricção direta pode acabar incomodando em vez de dar prazer.
3. Encontrando e estimulando o Ponto G
O famoso Ponto G fica localizado cerca de 2,5 cm a 5 cm dentro da vagina, na parede superior interna (a parede voltada para a sua barriga). Ele costuma ter uma textura mais esponjosa e levemente enrugada, e fica mais inchado e fácil de achar quando você já está excitada.
Você pode estimulá-lo fazendo um movimento de vem cá com os dedos, alternando velocidades e pressões. Se estiver com alguém, ajude a pessoa a encontrar o local! Você pode se sentar na cama, abrir as pernas e guiar os dedos da parceria até o ponto.
Experimentem posições diferentes na cama, como o tradicional papai e mamãe ou de quatro, que favorecem o contato com o Ponto G. E uma dica extra fantástica: usar gelzinhos e óleos excitantes ajuda demais a facilitar o caminho e potencializar tudo!
Lembre-se sempre de que cada mulher é única e o que funciona perfeitamente para uma pode não ser a praia da outra. O mais gostoso da jornada é se libertar dos tabus, experimentar sem pressa e descobrir o que te faz flutuar!
Fontes e referências
Para trazer estas dicas e informações de forma segura e embasada, este conteúdo teve como fonte de consulta:
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wikiHow
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Intimate / Sara Gurgel / Flávia Bohn

